Hoje eu estava andando na rua e vi uma pessoa muito parecida com você. Já perdi as contas de quantas vezes isso aconteceu desde que decidi nunca mais te ver.
Depois de te bloquear eu te vejo o tempo todo. Cheguei a conclusão que hoje em dia todo mundo tem a mesma cara. Talvez sejam os procedimentos estéticos, muito embora eu saiba que você não tem nenhum. Acho que todos chegaram no cirurgião plástico com a sua foto. Um grande 1º de Abril, me pregando peça o tempo inteiro.
Eu não sei porque minha cabeça faz isso comigo, mas eu te vejo em todo lugar. Um constante estado de alerta, que me faz pensar que eu posso esbarrar em você a qualquer instante
São Paulo é enorme, vivemos em bairros distantes, trabalhamos em bairros ainda mais distantes e definitivamente não frequentamos os mesmos lugares. Mas mesmo assim algo me diz que posso te encontrar a qualquer momento.
Tem dias que eu passo um blush pra ir pro trabalho, afinal vai que a gente se esbarra no metrô às 7:30 da manhã? Uma vez eu vi uma amiga sua no samba e desde então eu frequento esse lugar religiosamente aos finais de semana. Vai que dá próxima vez que ela for, ela não te leva junto?
Um dia depois que te bloqueei eu fiquei com muito medo de você ter mudado de cidade e eu não saber. Eu não ia mais ter a possibilidade de esbarrar com você na rua. E isso me matou um pouco por dentro.
Agora eu conto com o acaso para poder te encontrar. Queria tanto falar que o destino fez a gente se reencontrar por aí, e não a minha carência, paranoia e obsessão por você que me faz querer te mandar mensagem o tempo todo falando que sim, eu sinto a sua falta.
Às vezes acho que te bloqueei para te proteger de mim mesma, e não pela minha saúde mental como eu falo pra todo mundo.
Espero que quando o acaso agir, eu mal me lembre de você e da sua fisionomia.

Ou talvez você seja simplesmente genérico